abastecimento de 1000 litros de gásoleo para aquecimento
a nossa obra na quinta começou pelo estudo e instalação de um sistema de aquecimento central para o conjunto das casas da quinta.

este sistema, para além do aquecimento central com radiadores a água, faz também o aquecimento das águas sanitárias. o seu funcionamento é a gasóleo complementado com 2 painéis solares. a caldeira admite transformação para eventual queima de gás.
o gasóleo encontra-se num depósito de 1000 litros enterrado no solo, com acesso pelo exterior, directamente pela via pública.
já tinha sido enchido várias vezes, mas nunca tinhamos estado presentes. por curiosidade, aqui fica um relato breve:
a encomenda à GALP tem de ser feita com 2 a 4 dias de antecedência.
a caixa está fechada à chave com uma fechadura tipo caixa de correio -não dá muita confiança. por isso, faz-se a verificação e remoção do selo lacrado e abre-se o bocal.
na ponta existente tem de ser ligado um conector/ adaptador que depois de colocado é fixo com umas patilhas à boca existente.
agora é como nas bombas de gasolina! liga-se a mangueira e espera-se 10 a 20 minutos até o autotanque ceder os 1000 litros.
no final o bocal é novamente selado.
mudança
e os donos de obra, apesar de ainda haver uns fios a pairarem por aí, apesar de ainda não haver janelas, começaram a fazer a sua mudança.
é por isto que nunca conseguimos fazer fotos da nossa arquitectura terminada e desabitada.
porta
a porta que desenhamos é alta e estreita. tem cerca de 65cm de largura e 2,5m de altura. ambos aro e grade (topos) são em betula ao cutelo. no lado interior a porta é pintada com a tinta da parede. o reverso é viroc. as ferragens são inox da JNF. as dobradiças são reforçadas com rolamentos.
som
hoje terminámos a instalação de som. agora podemos continuar a trabalhar com música ambiente!
e um dia
e um dia alguém há-de pintar estes espaços de branco…
quase o final

muitas, muitas e muitas mais imperfeições. algumas coisas miseráveis. alguns acabamentos inadmissíveis. mas é esta a realidade, os donos de obra não aguentam mais fazer a sua vida numa divisão de 15m2 atulhada de móveis e poeira e portanto dão a obra nos salões como terminada.
hoje instalaram-se as lâmpadas, as colunas e o sistema de som ao mesmo tempo que os móveis voltavam a ocupar o seu lugar.
fica a faltar:
- a lareira
- as estantes em chapa
- as portas pivotantes
- milhares de acabamentos como mandaria a arte
- e uma coisa que acho indispensável – nivelar, aprumar, endireitar as tomadas e interruptores
coisas a ficarem prontas

o tecto está terminado

o serralheiro terminou o aro e folha da primeira janela
reparação de cantarias


quando desmanchamos as massas que envolviam as cantarias tivemos uma surpresa desagradável – as pedras estão partidas em diversos pontos e estão prestes a cair.
propusemos uma reparação estrutural pelo interior:
a. escorar temporariamente as vergas
b. abrir, com uma rectificadora, uma ou duas (se possível) incisões longitudinais (transversal à linha de ruptura)
c. na ponta de cada incisão, furar cerca de 3 a 4cm
d. encher a toda a incisão e a furação com bucha química
e. aplicar ‘agrafos’- verguinhas metálicas dobradas na forma de agrafo, embebendo-os completamente na bucha química


de volta aos salões

se pelo foto anterior se pensaria que estavamos perto do final….
os carpinteiros voltaram para os rodapés. vinham todos preparados, já acabados a óleo. foi só cortar e fazer a sua fixação.
transformou novamente os salões num caos.
serralheiro

o serralheiro – andré bessa – montou a sua oficina improvisada na obra.
soalho – final

a segunda demão de óleo.
na foto está ainda fresca e em secagem daí o seu brilho. este acabamento fica satinado, preserva a textura da madeira e pode ser aplicado em qualquer altura sem cuidados prévios.
electrical

e não é que funciona? acho que até verem a luz a acender os pedreiros nunca acreditaram na ideia arquitecto/ electricista….
foi uma boa experiência!!!
a luminária é da modular. a aparelhagem é da berker.
hoje foi o dia dos arquitectos electricistas. viemos à obra terminar os circuitos e fazer a montagem da aparelhagem. corta, estica, liga, conecta, verifica, ensaia…

uma primeira verificação. e um conjunto de 4 dimmers com comutação terminados!
soalho – tecnica b)
ao final do terceiro dia de assentamento e terminado que o soalho estava foi altura de pensar em fazer o acabamento.
esta madeira é vendida pré-acabada, ou seja – o acabamento é escovado, com a coloração já dada e com verniz ou óleo aplicado. na verdade tinhamos pedido para nos ser vendida sem o verniz/ óleo porque o pretendiamos dar em obra.

escolhemos um produto natural, óleo/ cera dura incolor #3032 da OSMO -Polyx Hardwax Oil – a aplicação:
- limpeza prévia – varrimento e aspiração;
- dado à trincha ou a rolo de pelo curto;
- deixar absorver e remover o excesso;
- secagem ao toque;


soalho – técnica a)

a colocacão do soalho é difícil, muito trabalhosa, e dá cabo das costas e dos joelhos.
temos duas superfícies a trabalhar:
- laje nova – estrutura de vigas de madeira e forra a OSB;
- as lajes antigas – vigotas pré-esforçadas, com massame e onde chumbámos ripas de madeira tratada de secção trapezóidal;
o método de fixação é semelhante para ambas:
- é batida a linha mestra (post anterior)
- é verificado o nível da superfície de assentamento (algumas ripas podem ter de ser passadas à plaina)
- dever-se-á verificar a firmeza dos chumbadouros das ripas, garantindo que serão capazes de aguentar os esforços do solho. se necessário, introduzir alguns parafusos em bucha à laje.
- sobre a linha mestra, assentar a primeira fiada, corrida (de ponta a ponta) de soalho. esta fiada mestra tem de estar perfeita pois irá dar o alinhamento a todo o soalho. o mínimo desvio irá acumular erro dando um erro visivel no final.
- como começamos a meio, metade do soalho irá ficar com o macho para um lado e a outra metade com o macho invertido. para tal temos de ter um perfil de madeira para fazer de união no ponto de inversão.
- as réguas são colocadas de ponta a ponta, contra a mestra (ou contra a última fiada colocada). podem-s usar bitolas de espaçamento com larguras adequadas ao tipo de madeira e condições das bases e do ambiente.
- são depois batidas com recurso a um martelo. martelo deverá bater num taco de madeira (pedaço de solho) devidamente encaixado no macho da régua a bater. assim não se destruirão os machos com a pancada.
- a régua é furada com um berbequim no macho, ligeiramente inclinada. (para não estalar as fibras da madeira no aparafusamento). só a régua, não a ripa.
- garantindo o perfeito alinhamento das réguas, são agora aparafusadas com parafusos autoroscantes de madeira. é importante garantir que o comprimento do parafuso é suficiente para aguentar os esforços das réguas e que a cabeça é suficientemente pequena para ficar embebida no macho. cabeças grandes impedem o eventual afagamento,pois ficaram rapidamente visíveis. este caso foram utilizados parafusos de aço PECOL PA 3×35.
ao final do dia tínhamos metade do soalho assente e grandes dores nos joelhos.
soalho

acho que a nossa (e do dono de obra, obviamente) selecção e escolha do soalho para os salões deve puder ser comparável à escolha de nóe para a madeira do casco da sua arca! demoraram-se meses. horas e horas a fio de discussões, de procura, de amostras contra as paredes, de comparação com amostras de cores, de verificação de preços, de tempos de entrega, de qualidade, de acabamento, de tudo e de mais alguma coisa.
detesto a jular (tenho as minhas razões para isso – mau atendimento, falta de conhecimento, falta de competência, falta de disponibilidade, preços altos, entre outros e garanto que poderia continuar mais umas linhas). portanto estou amplamente feliz por estes 150m2 de madeira não virem de lá.
é carvalho de primeira. maciço. a 2cm. escovado. acabado a vapor com uma velatura branca. foi importado directamente da alemanha e nem por isso levou mais tempo a chegar. não tem um único nó e está perfeitamente aparelhado e emalhetado, sem tolerâncias.
o soalho este a aclimatizar cerca de duas semanas no local de colocação.
finalmente, preparou-se tudo para o inicio da colocação.
bater a linha do arranque foi fácil, decidir qual a linha do arranque foi uma carga de trabalhos e sobretudo de opiniões.
o soalho começa pelo meio , faz-se para a esquerda e depois para a direira. a linha não é paralela nem perpendicular a nada. é a linha visualmente mais forte. no final se verá se foi ou não a escolha certa.
as cores são verdadeiramente pavorosas. assuma-se…

as cores são verdadeiramente pavorosas. assuma-se…
como é óbvio, em liguagem de arquitecto, há muitas e variadas cores, a saber: o branco, o preto e toda a escala de cinza entre os dois últimos.
nunca rosa nem verde. e sobretudo nunca rosa e verde juntos. rosa e verde são cores da natureza não da arquitectura.
o curioso é que o verde não era verde até ter o rosa como vizinho. embora nunca fosse capaz de escolher esta palette, consigo gostar das duas cores. uma em presença da outra e nestas salas é um verdadeiro disparate…
de qualquer maneira sempre defendi que a casa é para os clientes habitarem. se não o fizessem agora fariam depois…
ainda o caixotão

portanto, aqui está ele, o caixotão em gesso. teve pequenas correções à geometria, acentuámos ligeiramente a inclinação, fizemos as arestas em meia-cana para o tornar no prolongamento das paredes, introduzimos isolamento térmico e acústico.
negativo para a luminária

verificaram-se e organizaram-se as esteiras sobre o tecto.

e portanto os pedreiros puderam terminar o encaixe para a luminária.
prototipo de janela em perfis de ferro

desenhamos, para perfis de ferro, a pormenorização das janelas para a capela.
este é um primeiro protótipo para ensaio das secções. a partir dos erros deste protótipo ainda vamos introduzir algumas melhorias.
o desenho é muito simples, e foi amplamente melhorado pelo serralheiro com os seus conselhos utéis e práticos. as secções são correntes, os fechos são fechos de serralheiro e as vedações são com borrachas correntes no mercado.
tecto em caixotão no salão

o salão tinha um tecto em caixotão. algo que devia ser relativamente antigo, mas não original. aliás, o que encontramos já era uma “remodelação de qualidade” – a estrutura estava revestida a mdf – um trabalho magnífico e de grande qualidade….
incialmente, quando ainda estavamos convencidos que iriamos fazer uns salões contemporâneos, queriamos fazer um tecto nivelado com os restantes. como pouco a pouco o cliente foi matando a nossa visão fomos perdendo a arquitectura nesta parte da casa. mesmo assim ainda quisemos fazer o caixotão em madeira, igual ao soalho. deu um trabalhão convencer os donos de obra a comprar esta ideia. finalmente lá compraram. uma breve avaliação de custos e de prazos matou a ideia num instante… uma pena. era dos poucos gestos de arquitectura que poderiamos ter nos salões…
conclusão: gesso cartonado. arestas e cantos em meia cana.
final da carpintaria





escada





a escada pesa pouco menos de 200 kg. é pesada portanto!
fica apoiada em duas consolas de betão armado. o apoio é simples:
em cima é pousada. em baixo é colocado um varão com bucha química e na ilharga da escada é fresado um entalhe. a escada é pousada. o seu peso faz o resto.
armários

foram montados os armários que tinham sido pré-fabricados. os armários são de desenho muito simples: duas ilhardas fixas com cola e lamelas de madeira ao fundo e tampo. as portas são de pivot. terão pequenos fechos magnéticos.
os armários são aparafusados às ilhargas pelo interior.
furação das ilhargas de betão

para a furação das ilhargas de betão foi feito primeiro uma bitola em mdf. passou-se um nível nas ilhargas e a partir daí a bitola foi sendo colocada em cada ilharga. Ao todo foram cerca de 800 furos que tinham de ficar perfeitamente nivelados!
para garantir a perpendicularidade do furo utilizou-se uma máquina de furar com mola e limitador para acoplar ao berbequim.
acabamentos


a superfície foi agora toda passada à lixa fina. depois de soprada com o compressor foi pintada (tapa-poros e verniz aquoso) à pistola.
terminado o forro
realizados os topos. toda a frente da cápsula é feita com bétula ao cutelo.



no pavimento, para aligeirar a expressão (decorrente da espessura dos barrotes de estrutura) fizemos uma sotagem.
paredes

forro do tecto

hoje forrou-se o tecto com as chapas. nos pontos de pregagem (e pontualmente de aparafusagem) é necessário betumar (duas vezes para compensar o abatimento) a chapa que é depois lixada. no final é necessário lixar integralmente toda a superfície para dar a última demão de tapa-poros e de verniz.
escadas

entregues a escada e o escadote! só serão montados no final da obra.


revestimento a bétula



hoje ensaiou-se e começou-se o revestimento do OSB a bétula.
a estereotomia foi batida a giz no tecto. foram feitas as devidas correções (aquelas pequenas coisas que os desenhos nunca foram capazes de acertar!…)
as chapas já vinham com as duas primeiras demão de tapa-poros dados. os lados melhores já estavam escolhidos. Já vinham com a largura certa (1.20m).
as chapas são assentes por colagem e pregagem com pistola. posteriormente são betumados os pontos dos pregos. no final será tudo lixado e envernizado à pistola.
