Archive for the '2008qmf.saloes' Category
e um dia
e um dia alguém há-de pintar estes espaços de branco…
quase o final

muitas, muitas e muitas mais imperfeições. algumas coisas miseráveis. alguns acabamentos inadmissíveis. mas é esta a realidade, os donos de obra não aguentam mais fazer a sua vida numa divisão de 15m2 atulhada de móveis e poeira e portanto dão a obra nos salões como terminada.
hoje instalaram-se as lâmpadas, as colunas e o sistema de som ao mesmo tempo que os móveis voltavam a ocupar o seu lugar.
fica a faltar:
- a lareira
- as estantes em chapa
- as portas pivotantes
- milhares de acabamentos como mandaria a arte
- e uma coisa que acho indispensável – nivelar, aprumar, endireitar as tomadas e interruptores
de volta aos salões

se pelo foto anterior se pensaria que estavamos perto do final….
os carpinteiros voltaram para os rodapés. vinham todos preparados, já acabados a óleo. foi só cortar e fazer a sua fixação.
transformou novamente os salões num caos.
soalho – final

a segunda demão de óleo.
na foto está ainda fresca e em secagem daí o seu brilho. este acabamento fica satinado, preserva a textura da madeira e pode ser aplicado em qualquer altura sem cuidados prévios.
soalho – tecnica b)
ao final do terceiro dia de assentamento e terminado que o soalho estava foi altura de pensar em fazer o acabamento.
esta madeira é vendida pré-acabada, ou seja – o acabamento é escovado, com a coloração já dada e com verniz ou óleo aplicado. na verdade tinhamos pedido para nos ser vendida sem o verniz/ óleo porque o pretendiamos dar em obra.

escolhemos um produto natural, óleo/ cera dura incolor #3032 da OSMO -Polyx Hardwax Oil – a aplicação:
- limpeza prévia – varrimento e aspiração;
- dado à trincha ou a rolo de pelo curto;
- deixar absorver e remover o excesso;
- secagem ao toque;


soalho – técnica a)

a colocacão do soalho é difícil, muito trabalhosa, e dá cabo das costas e dos joelhos.
temos duas superfícies a trabalhar:
- laje nova – estrutura de vigas de madeira e forra a OSB;
- as lajes antigas – vigotas pré-esforçadas, com massame e onde chumbámos ripas de madeira tratada de secção trapezóidal;
o método de fixação é semelhante para ambas:
- é batida a linha mestra (post anterior)
- é verificado o nível da superfície de assentamento (algumas ripas podem ter de ser passadas à plaina)
- dever-se-á verificar a firmeza dos chumbadouros das ripas, garantindo que serão capazes de aguentar os esforços do solho. se necessário, introduzir alguns parafusos em bucha à laje.
- sobre a linha mestra, assentar a primeira fiada, corrida (de ponta a ponta) de soalho. esta fiada mestra tem de estar perfeita pois irá dar o alinhamento a todo o soalho. o mínimo desvio irá acumular erro dando um erro visivel no final.
- como começamos a meio, metade do soalho irá ficar com o macho para um lado e a outra metade com o macho invertido. para tal temos de ter um perfil de madeira para fazer de união no ponto de inversão.
- as réguas são colocadas de ponta a ponta, contra a mestra (ou contra a última fiada colocada). podem-s usar bitolas de espaçamento com larguras adequadas ao tipo de madeira e condições das bases e do ambiente.
- são depois batidas com recurso a um martelo. martelo deverá bater num taco de madeira (pedaço de solho) devidamente encaixado no macho da régua a bater. assim não se destruirão os machos com a pancada.
- a régua é furada com um berbequim no macho, ligeiramente inclinada. (para não estalar as fibras da madeira no aparafusamento). só a régua, não a ripa.
- garantindo o perfeito alinhamento das réguas, são agora aparafusadas com parafusos autoroscantes de madeira. é importante garantir que o comprimento do parafuso é suficiente para aguentar os esforços das réguas e que a cabeça é suficientemente pequena para ficar embebida no macho. cabeças grandes impedem o eventual afagamento,pois ficaram rapidamente visíveis. este caso foram utilizados parafusos de aço PECOL PA 3×35.
ao final do dia tínhamos metade do soalho assente e grandes dores nos joelhos.
soalho

acho que a nossa (e do dono de obra, obviamente) selecção e escolha do soalho para os salões deve puder ser comparável à escolha de nóe para a madeira do casco da sua arca! demoraram-se meses. horas e horas a fio de discussões, de procura, de amostras contra as paredes, de comparação com amostras de cores, de verificação de preços, de tempos de entrega, de qualidade, de acabamento, de tudo e de mais alguma coisa.
detesto a jular (tenho as minhas razões para isso – mau atendimento, falta de conhecimento, falta de competência, falta de disponibilidade, preços altos, entre outros e garanto que poderia continuar mais umas linhas). portanto estou amplamente feliz por estes 150m2 de madeira não virem de lá.
é carvalho de primeira. maciço. a 2cm. escovado. acabado a vapor com uma velatura branca. foi importado directamente da alemanha e nem por isso levou mais tempo a chegar. não tem um único nó e está perfeitamente aparelhado e emalhetado, sem tolerâncias.
o soalho este a aclimatizar cerca de duas semanas no local de colocação.
finalmente, preparou-se tudo para o inicio da colocação.
bater a linha do arranque foi fácil, decidir qual a linha do arranque foi uma carga de trabalhos e sobretudo de opiniões.
o soalho começa pelo meio , faz-se para a esquerda e depois para a direira. a linha não é paralela nem perpendicular a nada. é a linha visualmente mais forte. no final se verá se foi ou não a escolha certa.
as cores são verdadeiramente pavorosas. assuma-se…

as cores são verdadeiramente pavorosas. assuma-se…
como é óbvio, em liguagem de arquitecto, há muitas e variadas cores, a saber: o branco, o preto e toda a escala de cinza entre os dois últimos.
nunca rosa nem verde. e sobretudo nunca rosa e verde juntos. rosa e verde são cores da natureza não da arquitectura.
o curioso é que o verde não era verde até ter o rosa como vizinho. embora nunca fosse capaz de escolher esta palette, consigo gostar das duas cores. uma em presença da outra e nestas salas é um verdadeiro disparate…
de qualquer maneira sempre defendi que a casa é para os clientes habitarem. se não o fizessem agora fariam depois…
ainda o caixotão

portanto, aqui está ele, o caixotão em gesso. teve pequenas correções à geometria, acentuámos ligeiramente a inclinação, fizemos as arestas em meia-cana para o tornar no prolongamento das paredes, introduzimos isolamento térmico e acústico.
tecto em caixotão no salão

o salão tinha um tecto em caixotão. algo que devia ser relativamente antigo, mas não original. aliás, o que encontramos já era uma “remodelação de qualidade” – a estrutura estava revestida a mdf – um trabalho magnífico e de grande qualidade….
incialmente, quando ainda estavamos convencidos que iriamos fazer uns salões contemporâneos, queriamos fazer um tecto nivelado com os restantes. como pouco a pouco o cliente foi matando a nossa visão fomos perdendo a arquitectura nesta parte da casa. mesmo assim ainda quisemos fazer o caixotão em madeira, igual ao soalho. deu um trabalhão convencer os donos de obra a comprar esta ideia. finalmente lá compraram. uma breve avaliação de custos e de prazos matou a ideia num instante… uma pena. era dos poucos gestos de arquitectura que poderiamos ter nos salões…
conclusão: gesso cartonado. arestas e cantos em meia cana.
continuam os interiores…

…bem ditas as coisas – não continuam. esta obra vai para férias!
fica a faltar:
a) preparar o ripado e assentar o soalho
b) assentar sistema de som, luminárias, aparelhagem eléctrica e pequenos toques.
c) faltam-nos algumas ideias para uns retoques na lareira e num vão.
semi-reparado

houve um engenheiro corajoso que veio dar umas indicações de como reparar.
a parede foi enchida com uma alvenaria de pedra sobre pedra ligadas com argamassa corrente, contida com um taipal. foi executado em “fatias” de 1 metro com secagem entre elas e com muitas rezas e mezinhas!
o engenheiro virá posteriormente indicar o reforço que pretende executar.
reparar janelas

entretanto….vai-se reparando as janelas existentes.
a substituição integral das caixilharias nesta obra é um trabalho complicado e muito caro:
1 – são centenas de vãos;
2- são todos diferentes, de épocas diferentes, uns curvos outros em arco, outros e ainda outros(….) ;
3- será uma tarefa com um custo elevadíssimo e terá de ser feita de uma só vez (não se pode arriscar de fazer ao longo dos anos) para manter a coerência;
4- conseguir uniformizar a linguagem entre vãos da mesma fachada, entre vãos de fachadas adjacentes mas de construções diferentes, entre fachadas com intervenções com um carácter contemporâneo e recuperações, vai ser um trabalho moroso e que levanta muitas questões.
o primário que costumamos utilizar para recuperações de madeiras pintadas: Robbialac de base oleosa foi descontinuado. alguém conhece um bom primário oleoso?
branco 2


quase. tão quase que já se ensaiam as peças a colocar!
falta chegar a um acordo sobre a madeira do chão. as portas estão desenhadas,não haverá rodapés. já há ensaios de cor.
branco

nos salões a obra avança bem.
os tectos foram imunizados e cheios a lã de rocha. a esttutura de suspensão do pladur está executada e os perfis de alheta colocados.
todas as tubagens de electricidade, som e tv colocados, roços fechados e as paredes estão a ser barradas.
mais infraestruturas

lança-se já o tecto falso que irá esconder toda a tubagem de aquecimento central (feito há quase um ano), electricidade e som.

voltámos à guerra da electricidade. novas aulas. novas discussões e demasiadas explicações…
janela – considerações

afinal a janela já foi uma porta de entrada!
derrocada

“escore isso. não se pode assim tirar estrutura existente sem mais nem menos”
“ó ó arquitecto… isto não cai! eu não tenho medo…!”
olha, estranho….caíu…
esta é uma parede da cave sob os salões. estávamos exactamente a prepará-la para colocar um reforço porque não confiávamos nela. a parede é de pedra sobre pedra sem ligante, só com terra. de um momento para o outro, ruiu…
janela

recuperou-se uma janela entaipada há muitos anos!
demolições

foi inevitável, os Donos de Obra derão ordens para avançar com a obra no salão.
foi tudo deitado a baixo.