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betonilha afagada tradicional // cimento afagado à costa da colher
toda a técnica inicial é igual à descrita no goodie#01.

a diferença só tem a ver com a finalização. nesta variante, depois de fazer a argamassa de enchimento, aproximadamente 4cm, deixámos curar durante cerca de 9 a 10 horas. quer isto dizer que o enchimento ficou terminado cercas das 15h do dia de ontem. Hoje, logo de manhã começámos o afagamento.
primeiro é preparada a superfície. Para tal é necessário não haver poeiras quer no ar quer na superfície. Varrer e aspirar é muito recomendável.
depois preparar as ferramentas: colher e talhocha bem limpas, sem grãos sem imperfeições. Limpar e afiar ligeiramente a colher com uma lixa fina.
de seguida é preparada, num balde, uma aguáda de cimento. Esta aguáda deverá ser suficiente para cobrir toda a superfície para evitar diferenças na coloração. Mesmo que sobre aguáda, o custo é quase nulo!
a aguáda é barrada com uma talocha lisa sobre a superfície ao alcance do braço tendo o cuidado de garantir uma espessura homógenea.
depois é queimada com as costas da colher de pedreiro fazendo os movimentos em arco com o braço. se fizer bolhas (o que tendo em conta que a base já está bastante seca) estas deverão ser cortadas e repassadas com a colher.
a cura deverá ser ao abrigo de poeiras e do sol.
depois de completamente seco, algumas imperfeições e vincos da colher poderão ser disfarçados passando uma lixa final. a superfície pode mesmo ser passada à lixa de água com água para dar um polimento.
Ora as vantagens nesta técnica:
1- mais rápido;
2- permite ter o enchimento completamente esticado e nivelado e puder andar sobre ele;
3-maior controlo sobre o acabamento e melhor qualidade do acabamento;
4- maior controlo sobre a coloração dado a prévia mistura na aguáda.
as grandes desvantagens:
1- coeficiente surpresa (no acabamento) muito superior (!);
2- maior risco de deixar secar demais o enchimento. se isto acontecer ou se parte todo o enchimento e se começa de novo, ou se arrisca a que a aguada não adira, formando uma película autónoma que irá “levantar”, “rachar” e finalmente “descascar” completamente;
3- a aderência da estanhagem nunca é tão grande, ao mesmo tempo é impossível garantir que a base está uniformemente no mesmo estágio de cura, pelo que há sempre uma ou outra zona da superfície onde ocorrerá um ligeiro descolamento e fendilhação.