Archive for the '2007.ferreiros cobertura' Category
cordões de solda

o ferro de soldar a ser aquecido. o ácido e o pincelinho de limpeza.

a anilha de fixação. o cordão de solda antes de ser raspado.
mais um dia chuvoso

os funileiros nunca têm tempo de vir e terminar de uma vez por todas o trabalho. já lá vão meses a adiar.
num dia com chuva e vento não dá para explicar qual é a angústia de saber que no telhado estão uns plásticos a tentar evitar a entrada de tanta água.
trapeiras – laterais

as laterais da trapeira sul ficaram lançadas. as chapas ainda não estão soldadas,somente aparafusadas em alguns pontos e pingadas entre si. os cordões de solda são feitos à posteriori.
ácido muriaico


ácido, tesoura de chapa, sacola de cabedal e chapas de ‘titan zinc’ natural…. este é um muito bom sinal – quer dizer que os funileiros estão em obra! (isto depois de um mês e meio de tormenta de água a entrar e plásticos a voarem)
aguardam-se e procuram-se funileiros

pronto. terminado que está o assentamento das telhas, aguarda-se a nova vinda dos mestres funileiros (que terminaram os rufos mas não as trapeiras)
vestiram-se as trapeiras de plásticos. esperemos que aguentem o vento.
rufos
ei-los!!! os funileiros!!! bem vindos
muito aguardados, têm sempre demasiado trabalho para fazer e pouca gente para o fazer. estamos há semanas à espera que tenham disponibilidade.

as peças (rufos) vêm quinados de oficina para serem somente encaixados e soldados em obra. há sempre um ou outro angulo especial a rectificar em obra.
assentam sobre o isolamento, acompanhados por duas ripas sobrepostas, às quais são pregados.

a soldadura e feita em cordão depois de limpos os zincos e removidas as gorduras com o ácido e a pincel. o ferro é aquecido a maçarico, e vai-se passado o ferro, acompanhado da solda ao longo da junta, tendo o cuidado de meter solda entre as chapas. (uma boa soldadura é entre chapas e não sobre chapas)
assentamento do telhado



a telha utilizada é da LUSOCERAM Piemontesa à cor natural. tive grandes dúvidas na escolha da telha. visitei obras feitas com esta telha e estava com um certo receio. são os receios de entrar na telha de “faz de conta”!…
isto porque, fazer um telhado com aba e canudo tradicional, com as telhas argamassadas e todos os inconvenientes de remates, peso, manutenção etc., estava fora de questão. por outro lado não se pretendia desvirtuar em demasia o telhado.
a telha piemontesa (que havia visto numa qualquer tectónika) pretende fazer uma aproximação à aba e canudo, mas na verdade (para o bem e para o mal) é desenhada em cima de uma base de telha lusa. tem uma ligeira curvatura na aba. o canudo alarga no topo e sobrepõe-se ao próximo. conclusão: produz uma linha de sombra bem desenhada, suficientemente próxima do original.
depois de terminado o telhado não tenho qualquer arrependimento na escolha. o efeito é bastante bem conseguido, a telha é robusta e de fácil assentamento.
assentamento de telhas


os primeiros testes de assentamento das telhas. o ripado cruzado permite que a água batida a vento que passa sob as telhas corra sobre o isolamento impermeável e que saia pela frente, sobre o beirado.
do lado sul, termina-se o beirado
ripado, telhas e vista

os carpinteiros assentam o contra ripado e ripado sobre o isolamento

3 toneladas de telhas vão sendo subidas para o quarto andar

o carpinteiro contempla a vista da cumeeira
beirado de aba e canudo


…e o transistor a pilhas da obra…

o sol, em novembro, continua como se estivessemos em pleno julho. os pedreiros trabalham sem camisa todo o dia.
as telhas são assentes com a argamassa de cal aérea hidrófuga. este é o beirado norte.
fim de isolamento


o isolamento é fácilmente aplicável, podendo ser cortado à faca ou com uma serra.
o maior cuidado a ter é evitar andar sobre ele. botas e fricção intensa desagregam as fibras. é de evitar, sendo preferível colocar imediatamente o ripado par circular ou passadiços temporários.
um ponto de vista virado a norte

montagem de andaime tardoz

sem comentários
isolamento térmico


o isolamento térmico é pavatherm da pavatex. foram colocadas duas chapas de 20mm soprepostas. sobre esta chapa vai ainda ser colocada um terceira – isoroof-natur, mas esta funcionando simultaneamente como isolamento térmico e como liner (pára-chuva).
ambos os materiais são 100% naturais e ecológicos sendo constituídos por fibras de madeira. funcionam como isolamento térmico e acústico e são permeáveis ao vapor de água. acabou a história do isolamento azul cueca, 100% químico. a camada superior deve a estanqueidade à adição de latex. São ambos fixos por aparafusamento ao OSB. Vão sendo intercalados com ripas de madeira para servirem de guias e obter uma superfície rígida para a posterior fixação do ripado.
lintel iv – enchimento do betão

lintel iii
as amarrações do lintel ao frechal foram resolvidas de uma maneira simples e eficaz: um parafuso que fica chumbado no betão.

a cobertura preparada para a chuva

mesmo assim, esperemos que não chova…
continuação do lintel

pausa para betão
uma pausa para os carpinteiros. o regresso dos pedreiros que vêm armar um lintel periférico com betão.

este lintel vai circundar todo o edifício, formando um anel que tem por objectivo manter as forças horizontais num sistema fechado.é uma consolidação convencional que neste caso não pode ser dispensada.
os muretes corta fogo, o guarda-pó e a parede servem de cofragem perdida onde é introduzida a armadura.
panorama de fim-de-semana

ambas as águas revestidas a osb e as duas trapeiras terminadas (ou a terminar). linhas secundárias introduzidas. recorte das 4 janelas de sotão já feito.
afinal aguenta mais que 1 metro de neve

afinal aguenta mais que 1 metro de neve…
uns 30 ou 40…

o tijolo alemão

passa tecno ou reggae alemão. é uma festa para a vizinhança
construção das trapeiras


a estrutura das trapeiras saíu demasiado nórdica para meu gosto. na verdade, e como são para serem forradas a zinco, era suposto serem de cobertura plana e a estrutura deveria ser mais ligeira. estão sem dúvida preparadas para 1 metro de neve…
mas a tradução/compreensão português/alemão nem sempre é perfeita.
OSB

+ dois dias para assentar as chapas de OSB de 10mm. É uma espessura que resolve os afastamentos das pernas de +-70/ 80cm (permitindo a circulação, desde de que cuidadosa, sobre chapas) e ao mesmo tempo não sobrecarrega desnecessariamente a estrutura.
fica a ferramenta curiosa da qual desconheço o nome em português e da qual não sei escrever em alemão!

asnas terminadas

outra vez destapado. a obra é céu aberto é um espectáculo bonito. o tempo tem ajudado e esperemos que assim contínue

uma vista do 3ºandar para a entrega das asnas no frechal. este sistema permitiu ao construtor original do edifício manter o pé direito interior, baixando o beirado
chuva à vista

é dia 29 de setembro e nada de chuva. se chuve é coisa terrível. não vão ser estes plásticos e lonas que vão aguentar chuvas e ventos. o prédio, nos restantes andares, é habitado…
assim já se tem uma boa ideia do espaço.
as pernas já têm o seu apoio intermédio no sítio.
8 dias de zimmermann



em oito dias os carpinteiros estavam armaram 6 das asnas.
nestas fotografias se percebe que a linha inferior da asna é a estrutura do pavimento inferior. também se vê que a estrutura a sul e a norte tem samblagens diferentes uma vez que as cornijas de beirado estão a cotas diferentes. (a sul, na fachada principal, o beirado é mais baixo, imagina-se que para manter algum alinhamento da rua…)
6 dias de zimmermann

em seis dias os carpinteiros subiram as duas toneladas de madeira, removeram a estrutura da cobertura antiga, o pavimento antigo, desceram os materiais a vazadouro e armaram 3 das asnas.
a estrutura foi quase inteiramente pré-fabricada sobre um levantamento rigoroso (ou o mais rigoroso possível) de arquitectura. as peças chegam com as samblagens, os cortes e mesmo os angulos já preparadas. Na obra, não alinhadas, encaixadas e aparafusadas.
a vista de dentro para fora é incrível – até porque não há dentro nem fora.
de chuva nem vislumbre – uma sorte
zimmerei

a estrutura ficou a cargo da MADMAX – madeiramentos maxímos – alemães que vivem em portugal liderados pelo carpinteiro stephan meister.
a chegada foi aparatosa – um camião cor de laranja carregado com 2 toneladas de madeira aparelhada, samblada e já pintada.